quinta-feira, 13 de março de 2008

"Uma Pausa de Mil Compassos"

Gente que me procura, ainda estou em Maceió, chegamos na segunda.
Acabou que viemos eu e Simone, infelizmente Renata foi pega pelo dia-a-dia, e não pode vir (mas vai treinando que na próxima você não escapa).
4:00 horas da manhã da sexta, quando acordei para a viagem, não fazia a mínima idéia do que estava pela frente.
Andar de bike pela cidade de manhãzinha é poder, dá pra sentir como seria mais agradável se as ruas fossem de movimentos mais lentos e seguros, de bicicletas, se tem tempo de olhar no olho "você quer atravessar?" "sim, sim, mas eu espero".
ah! quanta gentileza o nascimento inspira! Exceto pra quem já está morto, zumbizando na perdidolândia.
Chegamos na Dantas Barreto pra pegar o ônibus, 5:38, ele saiu de 5:40, sem agente é claro. O motorista disse que não poderíamos subir com as bicicletas, teríamos que desmontá-las, o que não conseguiríamos em dois minutos.
"Que horas sai o próximo?"
"9:15"
Tempo suficiente pra esqueletar os camelos.
Conversamos, ficamos em silêncio, comprei pilha, água, suco, silêncio, feira do troca, conversa, mais uma hora e meia, chaves de bicicleta, um ou outro de mangação, vários Recife-Ipojuca, até a chegada do próximo.
Ainda chorei muito pela testa pra coloca-las no bagageiro, miúdo demais pra uma distância tão grande.
"Viagem demorada, o que fazer?", pelo menos tinha uma mulher por perto pra bater um papo esperto...
São José da Coroa Grande. Depois de Pinga-Pinga. 12:00.
Esqueletos de ferro em praça pública, malas debaixo dum pé de árvore, e quando começava a intencionar a montagem dos camelos, pára do nosso lado um sujeito introncado, montado numa "speed" rocheda, daquelas de ciclista de verdade, que agente vê na tv.
Josivaldo, mecânico de bicicletas e ciclista estigado(já fez São José-Recife em 7hs).
Chegou calado, só de butuca. "Tarde!", "Tarde!".
Quando comecei a tentar apertar os primeiros parafusos, ouço uma risada de suspiro, daquelas "hãn", que você puxa o ar um pouco mais forte e solta num "hãn".
"OOia, só ai de banda mangado dos bestas né?"
Pronto, se chegou.
Disso pra montar as duas bikes, algumas risadas da minha ignorância e uma hora de relógio.
Fomos parar na pousada em que a mulher de Josivaldo trabalha, Leidi, mulher de integridade semelhante a do marido, casal novo,devem estar entre os 25 e 30.
Trocamos lembranças, almoçamos, usamos o banheiro, colocamos a mochila nos camelos e vrum, vrum, vrum. motores ligados. sebo nas canelas e pé no pedal. 14:00.

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei Mauri, continua escrevendo aí pros curiosos de cá. E me escreve dizendo os lugares que já tem parada, que a gente fala com os amigos.
Grande abraço e sorte! Te espero na chegada!
Flip.

[andre.moraes | adryana.rozendo] disse...

e aê mauricio?!
por onde pedalas?
coloca fotos e esxreve como tá a viagem.
estamos ansiosos por notícias.
quando voltar temos uma nova empreitada pela frente: o bubble tg
colocamos uns estudosinhos no blog.
abração e dá notícia