sexta-feira, 28 de março de 2008

Cajueiro dos Papagaios

Acordei.
Embassei a manhã, até ser enxotado da pousada. Relicário.
Consegui contato com Lula, mas só poderia ir pra lá depois das 7 da noite.
Vou rodar a cidade e fazer hora.
Gostei de Aracaju, um misto de Recife e Maceió.
Cidade banhada pelo rio Sergipe e pelo Mar.
O rio deixa a cidade mais leve, os mangues parecem diluir a morbidez sólida do concreto.
Gosto de Recife pelo mesmo motivo.
Parques públicos, praças arborizadas, mercado público beira rio.
Pedalei até o centro, procurando um lugar arborizado, com um orelhão por perto, uma lan house e um lugar pra comer. Praça da Catedral.
Assim que cheguei na Praça fui comprimentado por um indio urbano que vendia sua arte, em seguida um hippie também ficou de saque. me senti protegido. Sentei.
Desenhei, planejei, comi, tomei uma cerva, telefonei, internetei, até se passarem 5 horas.
Liguei pra Lula e rumei sentido à Suissa.
Ele tava meu cabisbaixo, pois tinha sido demitido nesse mesmo dia(ô pé frio dos inferno).
Tumamo umas cerva tentando disanuviar até a hora do sono.
Terça Feira, acordei 6:30 e comecei a agilizar minha partida.
Bicicleta pronta, cuidei com destino a Mangue Seco.
Esse foi o dia que mais pedalei em horas e em quilômetros.
8hs e 90km.
As praias do sul de Sergipe são mais habitadas que as do norte.
No projeto eu iria até a praia do Saco(limite sul) e atravessaria o rio Real até Mangue Seco. Doce Ilusão.
Meus guias me convenceram que essa travessia não é viável, teria que passar a balsa até Terra Caída e rumar mais 12 km até o Pontal pra conseguir barco mais barato.
Pois para se chegar a Mangue Seco somente de barco, e se perder o horario das lotações(5reais)temos que fretar(eu perdi), pagando de 30 à 40 contos. Fudeu.
Pra piorar não tinha medido bem o dinheiro e só estava com 15 no bolso. Precisava de um Banco do Brasil.
Me disseram que eu encontraria um em Indiaroba, cidade limite de Sergipe mais ao oeste.
20 e poucos km até lá.
Minha meia sorte foi que na balsa para Terra Caída passava um caminhão que iria próximo. Me deixando à 7km de Indiaroba.
Segundo trecho não pedalado da Viagem. Desejo viajar mais vezes de caminhão.
Me deixaram num trevo, e depois de 1 hora de pedal cheguei em Indiaroba.
4:30 da tarde.
"boa tarde, a senhora sabe me dizer onde tem um Banco do Brasil aqui"
"aqui num tem Banco do Brasil não moço, só em Estância"
ESTÂNCIA = 37km de distância com ladeiras.
Num rolava mais.
Como dormir e comer com 15 conto.
Fui pensar perto do rio. Indiaroba também é banhada pelo rio Real.
Parei o camelo. Só foi eu descer da bicicleta que escuto.
"HELOU GRINNGOU"
HEIM, como assim gringo?
Foi na medida pra mim.
Dei uma risadas e fui até ela.
Ela envergonhada, depois de escutar meu sotaque de cabra da peste, tenta se esconder de mim. À procuro querendo saber de um lugar barato pra dormir.
Ela em companhia de uma amiga me diz: "a vizinha dela".
"10 reais com café da manhã"
eu digo "é não?"
caralha, foi pela cor e pela letra.
ainda sobra cinco conto pra jantar, e amanhã cedo, renovado, pedalo até Estância.
Dona Raimunda e seu Hotel Senhor do Bomfim. e bom fim pra mim é cama.
A mulher tem dois quartos em sua casa que ela disponibiliza para visitantes.
A velha, a filha, duas netas e uma empregada. Cinco Mulheres e um GRINGOU.
Me ajeitei, tomei um banho, e fui comprar o de comer.
bananas, laranjas, umas bolachas masudas, e uma manga gigante.
Pela noite chegou outro hospede. Hotel lotado.
Um senhor negro, magro, abriu sobre a mesa da cozinha umas plantas baixas de arquitetura, e ficou trabalhando.
Eu fui pra frente da casa, pegar uma fresca e tentar escutar alguma história de Dona Raimunda.
Bem dificil, sua memória tá com alguns bugs. Normal. Silêncio. Chuva. Decidi que amanhã iria direto pra salvador de ônibus.
Renildy já tinha me falado mal da linha verde, inóspita e coisa e tal, e Lula tinha me dito que tinha várias ladeiras. Não quis arriscar. Vou pra Salvador.
Cama.
Mosquiteiro, ventilador de zuada e um sono tranqüilo.
Acordei na pilha.
A chuva também.
Depois de uma manga gigante, algumas bananas, laranjas e bolachas.
Capa ni mim, lona no camelo.
E chuva chuva chuva chuva.
fui escutando o novo cd do wado, Terceiro Mundo Festivo, pode ser baixado em http://www2.uol.com.br/wado/ .
paupaupaupuapuapuapuapuapau.
ainda tinha esperança de carona em algum caminhão, principalmente quando as ladeiras me obrigavam a puxar o camelo à pé.
A rodoviária é a primeira coisa que avisto em Estância.
"pra salvador?"
empresa Bomfim.
"meu rei, só de 17:00, e é Golden"
50 e tantos contos, mais a taxa de excesso de badagem pela bicicleta, sessenta e tanto.
porra!!
Vou na cidade tirar o dinheiro.
E dou uma descansada na Rodoviária pra pensar o que fazer.
Decido pegar um pra Alagoinhas(15:30) e de lá um pra Salvador(19:30). gastando 38 conto.
Vou nessa.
Falei com Rafael. Só não sabia como seria ir de bike da rodoviária até a casa dele, mas vamo nessa.
Gosto de viajar de ônibus.
Talvez só viaje de avião se tiver pressa ou se tiver que atravessar o mar.
Senta do meu lado uma moça que mora em Salvador e vai fazer o mesmo circuito que eu.
Ela se entretêm com Paulo Coelho, mas dorme logo.
Chegamo em Alagoinhas de 7 e saimo de 7 e meia.
Salvador.
O vigia me fala que pra o Stela Maris dá uma hora de bicicleta. massa limpeza. Era 10 da noite. Chego lá de 11. tá no nipe.
Mas quando ligo pra Rafael ele insiste em me buscar de carro.
Deu trabalho por a bike na mala, mas rolou.
tô aqui.
ontem fui na praia.
hoje dei um grau no camelo.
Tenho planos pra pegar outro ônibus até Ilhéus. Quero pegar somente a estrada do Cacau.
A galera aqui insiste que eu passe por Camamu e Barra Grande, tô de pensação.
Domingo me mando, seja lá pra onde flor.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Primeiras Imagens

Aê bicicladovisitantes as fotos estão sendo postadas em www.flickr.com/photos/biciclado

Rio dos Siris - Sergï-ype

Neopolis.
Rumo a nova cidade.
Todo o Sergipe pra mim é uma Neopolis, pricipalmente o litoral.
A quase dois dias não vejo o mar. Rumar. Destino Pirambu.
Sabia que esse caminho seria na base da confiança com meus guias.
O primeiro um motoboy de Neopolis.
"Você sobe aqui, passa o hospital e tal...mas você num prefere ir pela BR não?...bom, aí se vai descê uma ladeira e depois é só ir reto".
Deu certo até a primeira bifurcação.
O segundo um senhor da altura de seus 60 anos com cara de 80 da altura de seu cavalo diz:
"oxi, mas Pirambu fica lá na beira do inferno"
é longe né?
"é muito longe"
"mas ói, você pega as isquerda e vai beirando o muro..."
Logo em seguida me aparece o terceiro guia.
Juro que torei um aço.
Eram dois caras numa moto.
Assim que eu virei a esquerda que o senhor me indicara, o piloto gritou: ou!
e fez um sinal com a mão pra esperar.
Num tinha o que fazer. Esperei.
"ô meu amigo, o senhor tá procurando o quê?", eles tinham visto eu falar com o cavaleiro.
- Tô rumando pra Pirambu.
"ahh sim, pensei que você procurava uns mochileiros que passaram andando à pouco por aqui, mas não né?" "o senhor vai por onde pra Pirambu?"
"vou lhe dá uma dica, que o senhor vai economizar uns...unss 40 km" tácafebredo rato.
Dúvida.
Os caras tinham todo o nipe de quem podia tá me fudendo.
Mas em todo o descaso resolvi confiar. Dei uma rezadinha.
Tudo certo.
Caminho certo.
Caminho de barro, beirando o muro(barranco pedregoso) até a SE220, asfalto, beleza, pegava uns 20 por hora no plano.
Placa. Entrada pra Pirambu. Barro de novo. Mas como as chuvas começaram agora, o chão ainda tá limpeza, sem poeira e sem lama.
pau pau pau pau pau pau.
Piranhas, 30 km de Pirambu, 12:30.
Tomei água num bar cheio de macho e que as atendentes eram umas idiazinhas lindas. Um som de fuder os ouvidos. "chega ai pra tomar uma", "vai pra onde", "vem de onde".
pouca conversa muita água.
pau pau pau pau pau pau.
Uma criança fala: "oia jesus cristo mainha".
Essa viu minha cruz.
pau pau pau pua pua pau.
Poucas ladeiras.
Ainda lembra Alagoas, mas os brejos e as dunas mudam os arranjos.
Os coqueiros estão sempre lá, a beirar mar.
Chego na comunidade do Robalo e bebo a melhor água que já me serviram.
Uma prosa de uns 10 minutos com o homem que me serviu água, sua esposa, um idoso que passava e resolveu parar e o vedendor de carne. Ele traz as carnes no bagageiro da moto, uns quarenta quilos.
Perguntei: Onde fica a entrada pro projeto TAMAR?
Onde você vê uma tartaruga você entra.
Beleza!
Eles ainda me deram uma garrafa cheia da boa água.
paupaupuapuapapuapaupaau.
Opa, opa. A tartaruga. Chapada. De cimento.
Porém tinha uma estranhas setas vermelhas apontando pro contrário.
O que será que significariam essas setas????
não dei bola(pq). Desci a Rua.
Vi uma casa com pessoas e perguntei masi uma vez.
-Essa rua vai dar no projeto TAMAR?
"TA o quê???"
ihhhh tá mar.
Mais minha insistência em ver o final foi o que me fudeu.
A estrada foi afunilando. O que era pra um carro agora era pra uma moto, o que era pra moto agora é pra uma pessoa teimosa arrastando uma bicicleta pessando 40 kg, o que era pra mim agora não era pra mais ninguém.
O problema da teimosia é que chega um momento que você não pode mais desistir, pois a desastre pode ser maior. A coisa a fazer é com serenidade continuar em frente, pricipalmente por que eu sabia que lá estava o mar.
Depois de muitos arranhões e minha primeira perda(perdi o chapéu que Mariama me deu, foi mal Mar), encontrei um rio, seria perfeito se eu não tivesse com uma bicicleta de 40 kg.
Quando já avistava o mar, avistei pessoas subindo o rio.
E perguntei mais uma vez: Porjeto TAMAR e coisa e tal?
Uma menina se acelerou " tá muito longe", eu "longe quanto", um cara "doze quilômetros", eu "tá perto então".
Pô doze, euto fazendo uma média de 15 por hora, e eu tinha por volta de hora e meia pro sol cair.
beleza! vou chegar.hauhauahauhauahauhau.
Quanto já estava de costas pra meus guias, a menor das meninas disse: " eu tenho pena do senhor moço", eu disse "tenha não", sem saber que era pra ter de fato.
A ignorância é superfície fértil pra desgraça.
Maré cheia.
Fui empurrado pra areia fofa. ou seja pedalar nem pensar.
me fudi.
na hora e meia que faltava pro sol baixar, só consegui andar 2km.
Bom. Fiquei consciente de que ia passar a noite por ali mesmo.
Cheguei numa boca de rio. E como lugar tem muitas dunas com vegetal média altura ia dá pra me proteger legal do vento.
Ok. é ali. passei o rio com a bike nas costas.
Vi que tinha rolado minha segunda perda. Minha cam digital. Tava no bolso. Molhousi.
Mas o que era um peidinho pra quem tava todo cagado.
Subi. Aproveitei a ultima luz pra montar acampamento. Já com a nova lona a prova dágua e coisa e água.
Bicicleta escondida no mato, malas na barraca.
Diogo!!! o duralumes quebrô um galhaço.
Bebendo água do rio numa fé ducaralho de que tava tudo certo.
E pra melhorar minha condição espiritual, era lua cheia topada.
Ducaralho. CéuLuaCéuMarTerraRio. Tô em casa. Ta tudo certo.
Laranjas, Maças, e Granola.
Sono tranquilo das 8 até as 5.
Desfazer acampamento e finalmente encontrar o TAMAR.
Manhã linda de maré seca, maré seca é pé no pedal, oia, que limpeza.
10 km em 40 mim.
Chego lá, pá, cadê o tamar. Ali ó. Massa.
Subi e encontro dois funcionários, vou procurando Jamile ou Jaqueline. Ainda intencionava pouso por uma noite lá.
"Rapáz elas num tão não"
Beleza, vejo que num vai rolar. Eles também me deixam confiantes dizendo que Aracaju tá somente a 40 km pelo asfalto.
9 hs da manhã, tempo bastante pra tomar um banho, limpar o câmelo descansar um pouco e rumar.
Nesse tempo conheço Seu Wilso, ex-tartarugueiro(cuidador) que pela idade foi promovido a vigia da base. Pescador contador de história que os mais novos(Moises) tiram onda, mas que diz ser profundo conhecedor do litoral de Aracaju a São Luís.
Papo solto, hora passa rápido, me despeço.
Olivas, Verdes, Cabeçudas e Pente. Curioso pelas de Couro.
Almoço uma posta de cavala como arroz feijão e macarrão.
ARARACAJU.
Estrada punk pra ciclista. Sem acostamento e com declive de varios cemtimetros.
Fui pirando num saco de brinco de viúva(aqui jamelão) e os loucos do domingo não me encomodaram tanto.
Barra dos Coqueiros. Ponte Monumental. Aracaju.
Faço hora pela cidade morta de domingo na espera de entrar em contato com Lula, meu pouso na cidade.
Paro num parque pra acabar com os bricos das viúvas, consigo água com o vigia, que não é de muita prosa, não insisto, o silêncio também liga as pessoas.
Dia caindo, resolvo procurar uma pousada, já que Lula tá de sumiço.
Atalaia Velha é o mercado das pousadas, mas como nesse mercado liso num tem vez, tive de rodar bastante.
30 conto por uma noite e um café da manhã. valeu.
Amanhã.Amanhã eu continuo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Cem Imagens

Do Pontal saí umas 9 da manhã, depois de um delicioso café da manhã e de uma despedida amigável do casal de argentinos Lucas e Roxio e da paulista Daniela, rumei pela praia até o Miaí de Cima.
Esse trecho foi vibrante. Começou com a travessia de um rio em uma jangada(não canoa) de 2,5x1 mais ou menos, tensão da porra. mas foi massa o pescador me foi muito gentil e conversou bastante, ajudando na tranquilidade da travessia.
não cobrou nada, na brodagem sincera.
Depois foi um trecho longo de areia dura, praia mansa, vegetação rasteira e um nuvem negra a esquerda. Ela me acompanhou por todo esse trecho, sempre ali à espreita.
Quando cheguei no Miaí de Cima, senti que ela ia cair e subi pra debaixo do teto de um bar.
Chuaaaaaa! Assim que me acomodei.
Minha tristeza foi descobri que uma lata de verniz, que tinha comprado pra o acabamento de umas pinturas em pedra que estava fazendo, estorou dentro da bolsa.
:(
umas duas horas depois, bolsa limpa, tudo limpo, céu ainda anuviado.
Lona na bagagem, capa ni mim e continuei.
Subi pra rodagem.
Chuvia pouco mas constante.
Essa estrada é muito parecida com a do trecho entre Japaratinga e Barra, tranquila e plana.
Depois de Feliz Deserto a paisagem muda. Não mais coqueirais, começa uma vegetação de brejo, "Seu São Francisco tá perto".
Passo pela entrada do Peba e rumo pra Piaçabuçu.
Ainda chovia.
Chegando, pego a reta pro Rio, seco pra ve-lo.
Acho que meu cansaço e minha ansiedade diminuiram seu tamanho.
Sua dimensão na minha cabeça era muito maior, me lembrou um braço da Manguaba.
Com a margem do outro lado bem ali, à medida de algumas braçadas.
Parei no Bar do AlôAlô, comi um prato de pilombeta por 4 conto ( o cara do bar no Miaí me recomendou quando fosse por Piaçabuçu), e de sobremesa uma manga que trazia do Pontal. Já Escurecia, a chuva ajudava, eram 2 e meia. Descansei meia hora.
Liguei pra Melchior(contato em Penedo) e cuidei.
Brejo, chuva, brejo, mais chuva, alguns bicicleteiros acompanhando, Elomar no Mp3(na quadrada das águas perdidas), 5 e meia da tarde em Penedo.
"Ciudad Vieja".
Sexta da Paixão.
Izabela, grande menina.
Melchior não tava e me passou o contato de Izabela pra pegar a chave.
Ela me apresentou a casa como a "Mansão", senti que ela queria dar um tom de terror ao nome. De fato a casa é cheia de sombras. Os interrupitores sempre escondidos e o único banheiro mais escondido ainda.
Pé direito alto ajuda aos barulhinhos se propagarem.
O cansaço não me deixou ver nada.
Já de manhã.
Resolvi ficar esse Sábado de Aleluia pela cidade pra descansar e conhecer.
Cidade Vazia, muita casa desecupada, vende, aluga.
À noite tive a felicidade de conhecer a mãe de Izabela, Marisa. Mulher de fé.
No inicio me chamou de Louco, mas depois assumiu admirar minha coragem, "A fé remove montanhas né meu filho".
Uns copos dágua, algumas palavras e fui dormir.
8 da matina saí pra entregar a chave, me despedi e dessi ladeira sentido Pirambu.
Depois senti não ter uma foto com elas.
O velho Chico em Penedo me pareceu mais velho que em Piaçabuçu.

quarta-feira, 19 de março de 2008

De casa até Aqui

Fiquei em Maceió uma semana.
só charlando.
pexinho, cervejas, brodagem, sol, água e sombra...
sentia que tinha de aproveitar o descanso pra não reclamar depois do cansaço.
Rumo pra Barra de São Miguel, casa de Guaraci e dona Deise.
Quanta gentileza.
"presta atenção"
Valeu Guará, futuras produções audivisuais.
Valeu Deise, pela acolhida e pelos sorrisos.
Uma noite tranqüila de sono.
saio de nove horas, pensando poder chegar, ao fim do dia em Penedo(huahauhauha),
doce ilusão.
me fudi geral.
ladeira ladeira ladeira ladeira laderia lariade leirade ladeirad ladeirr laderrr ahfff
foi foda.
Até Jequiá são 18 km.
no plano faria em uma hora, uma hora e meia. Fiz em 5 horas. ahhfff
Até pensei dormir em Jequiá, Pousada Tiêta do Agreste(como assim agreste), 15 conto.
2 litros dágua, uma posta de cavala, macarrão e feijão, depois fui conhecer a praia de Jequiá. Deserta, mas bem estranha. não consegui ficar.
decidi tentar ir até Coruripe.
Suando frio, temia pegar outra sessão de ladeiras.
Num ia guentar.
Mas vamo nessa.
Sorte a minha, estradinha limpeza, lembrando o trecho de Japaratinga e Barra de Camaragibe. Manguezal, coqueiral, e uma rodagem tranqüila.
Cheguei em Lagoa do Pau, pertinho de Pontal do Coruripe, já ficando de noite,quase desistindo, resolvi que tinha de chegar no Pontal.
Sorte a minha novamente.
Por um acaso daqueles bem precisos, cheguei na Pousada da Ada, portuguesa gente fina.
De quem Regina tinha me dito, "se for pro Pontal fique na Ada".
Podem confiar,
Pontal e Pousada da Ada valem uma semana de nossas vidas.
cheguei ontem, vou amanha.
Penedo e seu Moreira, "eu to ai".

segunda-feira, 17 de março de 2008

galera! estou tentando fazer um flicker pra por as fotos.
as imagens estão vindo por aí.

De Maçayok em Maçayok

Saimos de São José da Coroa Grande rumo à Porto de Pedras.
Estrada plana, tranquilo, tranquilo.
Um pouso na beira do rio Manguaba, uma posta de Albacora, feijão, arroz, e cama.
No outro dia partimos de 8 da manhã, o sol já castigava.
Destino: Maceió.
Nos planos, por nos atrassarmos no primeiro dia, teríamos que dar um puta gás no segundo, esticar numa toada só ia ser foda.
Porém, no caminho, resolvo ligar pra Iran, pra saber commo seria nosso pouso em Maceió. Pois estava pensando que não teria ninguém em casa. Edu e Ana em Recife e Iran ia "acampar".
Para felicidade minha e de Simone, a galera ia acampar na praia do Morro, pico pradisíaco à 2 horas de onde estavamos.
E pra melhorar, Iran ia com a "galera", irmãos que convivo nesse planeta à 20 anos.
Iran, Pablo, Pitágoras, André e os novos Nando, Luciano, Mariana 01, Mariana 02 e Monique.

No caminho, em São Miguel dos Milagres, paramos para ver Dona Chica, uma ex vizinha do tempo da rua Koreia.
Quando chegamos, já estava no fogo a lenha uma panela de lingua de boi, ou seja, almmoçar era quastão de tempo. Ficammos por lá umas 3 horas.
Dona Chica é dessas que num vai sofrer com alzaimer nunca, memória da fera.
Carregados de historia e de combustivel. Rum bora Cuidar!

Trampo pesado chegar na praia do morro.
lugar sem acesso pra carro, maré cheia num passa nada pela areia.
Simone se esbudegou toda, mas chegou.

Felicidade
sabado de lua nova.
estrelas é o céu.
eu e pablo inventammos um novo esporte, que só pode se jogar em noites sem lua e na praia.
"Arremeso de Estrelas"
Dois jogadores um em frente ao outro, numa distância de mais ou menos 50m, similar ao frisbe, a estrela é um bastão florescente. Objetivo arremesar o bastão para o companheiro.
Tipos de Arremeso:
Balão - arremeso parabola, o mais alto que conseguir.
Chute - arremeso linha reta, pode ser girando ou reto(como dardo)
Girando - segurando na ponta do bastão, arremese propondo movimento giratório na vertical.
Dardo - arremeso estilo futebol americano

Muito bom
pensamos também poder ser jogado por três pessoas.

Nesta noite fomos dormir umas 12hs, a chuva botô todo mundo pras barracas.
Chuva torrencial. Bom teste para as barracas.
Todas reprovadas.
alagados até de manhã.

Domingo acorda tarde, las pelas 8 é que saiu o sol, obviamente logo após eu e simone desenharmos um gigante sol na beira da praia(infalível).

"Diversão e Arte" até as 2 da tarde, tinhamos que rumar de pra maceio, maré enchendo, podiamos ficar presos.

duas horas e meia depois estavamos em Guaxuma, Maceió.
Uma ceveja no Bar Brasil pra ver o por do sol e esperar Iran chegar.
Fácil, Fácil.
gasto individual, 50 conto.

quinta-feira, 13 de março de 2008

"Uma Pausa de Mil Compassos"

Gente que me procura, ainda estou em Maceió, chegamos na segunda.
Acabou que viemos eu e Simone, infelizmente Renata foi pega pelo dia-a-dia, e não pode vir (mas vai treinando que na próxima você não escapa).
4:00 horas da manhã da sexta, quando acordei para a viagem, não fazia a mínima idéia do que estava pela frente.
Andar de bike pela cidade de manhãzinha é poder, dá pra sentir como seria mais agradável se as ruas fossem de movimentos mais lentos e seguros, de bicicletas, se tem tempo de olhar no olho "você quer atravessar?" "sim, sim, mas eu espero".
ah! quanta gentileza o nascimento inspira! Exceto pra quem já está morto, zumbizando na perdidolândia.
Chegamos na Dantas Barreto pra pegar o ônibus, 5:38, ele saiu de 5:40, sem agente é claro. O motorista disse que não poderíamos subir com as bicicletas, teríamos que desmontá-las, o que não conseguiríamos em dois minutos.
"Que horas sai o próximo?"
"9:15"
Tempo suficiente pra esqueletar os camelos.
Conversamos, ficamos em silêncio, comprei pilha, água, suco, silêncio, feira do troca, conversa, mais uma hora e meia, chaves de bicicleta, um ou outro de mangação, vários Recife-Ipojuca, até a chegada do próximo.
Ainda chorei muito pela testa pra coloca-las no bagageiro, miúdo demais pra uma distância tão grande.
"Viagem demorada, o que fazer?", pelo menos tinha uma mulher por perto pra bater um papo esperto...
São José da Coroa Grande. Depois de Pinga-Pinga. 12:00.
Esqueletos de ferro em praça pública, malas debaixo dum pé de árvore, e quando começava a intencionar a montagem dos camelos, pára do nosso lado um sujeito introncado, montado numa "speed" rocheda, daquelas de ciclista de verdade, que agente vê na tv.
Josivaldo, mecânico de bicicletas e ciclista estigado(já fez São José-Recife em 7hs).
Chegou calado, só de butuca. "Tarde!", "Tarde!".
Quando comecei a tentar apertar os primeiros parafusos, ouço uma risada de suspiro, daquelas "hãn", que você puxa o ar um pouco mais forte e solta num "hãn".
"OOia, só ai de banda mangado dos bestas né?"
Pronto, se chegou.
Disso pra montar as duas bikes, algumas risadas da minha ignorância e uma hora de relógio.
Fomos parar na pousada em que a mulher de Josivaldo trabalha, Leidi, mulher de integridade semelhante a do marido, casal novo,devem estar entre os 25 e 30.
Trocamos lembranças, almoçamos, usamos o banheiro, colocamos a mochila nos camelos e vrum, vrum, vrum. motores ligados. sebo nas canelas e pé no pedal. 14:00.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Amanhã começa nova jornada.
Sairei aqui de Recife com destino à São Paulo. De bicicleta.
Porém as pedaladas só começarão no sul de Pernambuco, mais preciso em São José da Coroa Grande.
Estarei acompanhado por Renata e Simone até Maceió, elas ainda estão apreensivas, mas esse caminho é limpeza, elas vão conseguir completar tranquilo.
Já fiz esse caminho anteriormente com Felipe, ele tem boas fotos dessa viagem.
http://www.flickr.com/photos/felipecanova/sets/72157600957536346/
Depois de Maceió vou rumar sozinho(por enquanto).
Quem tiver Google Earth, e tiver curiosidade sobre o caminho que vou fazer e as cidades que vou parar, posso enviar um arquivo com meu trajeto e paradas, é só me enviar um imeio.

Estou arrumando o quarto, ao mesmo tempo arrumado a mala para partida.
a pasta com os papéis em branco é o mais pesado.
quando Mariama saiu pela manhã, engoli um nó dobrado. SALdade.
amanhã a esta hora planejo estar em japaratinga(AL).
bom dia, boa tarde e boa noite.